Infausta Companhia

 

Ela lá vai a infausta Companhia,

Aquela cabisbaixa atraiçoada,

Que da falsa virtude mascarada

Tanto mal à República fazia.

 

Ei-la lá vai, a mesma, que algum dia

Formava em Portugal tanta embrulhada:

Ei-la lá vai banida, abandonada,

E exposta até do vulgo à zombaria.

 

Coitada! Que é objecto de piedade

A que causava inveja a muita gente;

Mas torne a culpa à sua iniquidade.

 

Vai para Roma, a pobre, onde somente

As portas lhe abre Sua Santidade,

E lhe faz cumprimento o Pretendente.

 

Autor: Abade de Jazente (1719-1789)
Editado por: nicoladavid

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