"Ressaca"

Pássaro do dilúvio,

confiante na força dos teus braços,

não sou a sombra cravada no crepúsculo,

que deixa o mar coberto de sargaço.

 

Cansado dessa tarde cinza-escuro,

ressaca onde o azul foi apagado,

navego o meu olhar para o futuro,

mergulho e saio dessa tempestade.

 

Não há mais nada flutuando além da bruma.

 

Nem a lua ilumina o holocausto.

 

Autor: Bernardo Linhares
Editado por: nicoladavid

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